Especiais Enchentes no RS
Após novas chuvas e alagamentos, Porto Alegre suspende força-tarefa para limpeza na cidade
Ação estava prevista para o entorno do Mercado Público
25/05/2024 11h41
Por: Chico Limeira

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

 

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Após fortes chuvas, funcionários do departamento municipal de limpeza urbana (DMLU), fazem a retirada de lixo acumulado nas ruas de Porto Alegre — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Marcada para este sábado (25), a força-tarefa para a limpeza do entorno do Mercado Público Central de Porto Alegre foi suspensa após chuvas atingirem a capital do Rio Grande do Sul e causarem novos alagamentos na sexta (24).

"A força-tarefa para a limpeza do entorno do Mercado Público, que estava prevista para hoje, está suspensa devido aos alagamentos causados pelas chuvas de ontem", anunciou a prefeitura em seu perfil no X (antigo Twitter).

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As chuvas que atingem o estado nas últimas semanas geraram um acumulo considerável de lixo. Em toda a capital se proliferam montanhas de descartes de móveis, alimentos, produtos e outros bens destruídos pelas chuvas, que dão um aspecto de lixão a céu aberto.

Apenas na última semana, garis retiraram mil toneladas de resíduo. Com vários pontos da cidade ainda submersos, os profissionais trabalham apenas onde é possível chegar e com muitas limitações. Seis bairros seguem totalmente inacessíveis.

No dia 16 de maio, a prefeitura de Porto Alegre informou que já haviam sido removidos 119 toneladas de lixo apenas nos bairros Cidade Baixa e Menino Deus. A limpeza acontece em partes secas da cidade, onde a água havia recuado. A conta da limpeza, de acordo a prefeitura, ultrapassa os R$ 24 milhões, mas deve chegar a mais de R$ 100 milhões, dizem os técnicos.

 

Novo aterro sanitário

 

Segundo um levantamento de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com a empresa Mox Debris e voluntários, aponta que devido à destruição causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o volume de entulho gerado no Estado pode chegar a 46,7 milhões de toneladas.

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A prefeitura assinou um acordo para a contratação emergencial de um aterro sanitário para o descarte de 77 a 180 mil toneladas de resíduos das enchentes. O novo local, em Gravataí, terá um custo previsto de R$ 19,7 milhões e servirá como depósito para montantes que podem chegar a até 150 vezes a média diária de lixo recolhida na cidade.

O município fica localizado a cerca de 30 km da capital gaúcha, e ocupará uma área correspondente a 270 hectares. O depósito deverá receber materiais contaminados pelas águas das cheias e que não se decompõem com o tempo.

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