A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da Gerência de Vigilância em Saúde e do Controle de Endemias, tem orientado a população sobre os cuidados necessários e as ações de prevenção contra arboviroses e parasitas.
As arboviroses são doenças causadas por arbovírus (termo derivado de arthropod-borne viruses), que são vírus transmitidos por vetores artrópodes, como mosquitos e carrapatos. As principais arboviroses no Brasil incluem: dengue, zika, chikungunya, febre amarela, mayaro e febre do Oeste do Nilo.
De acordo com os agentes de endemias Waldiene Melo e Winicius Marques, a partir de fevereiro será realizado o LIRAa – Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti. Durante o levantamento, os agentes visitarão os bairros, coletando larvas que serão encaminhadas para análise. Ao final da avaliação, será estabelecida a porcentagem de imóveis positivos com presença do mosquito Aedes aegypti.
Até o momento, a situação no município está controlada, mas é essencial o envolvimento da população para evitar a proliferação do mosquito. A Semusa reforça a importância de seguir as orientações de combate, especialmente por meio da limpeza mecânica dos quintais, que é a forma mais eficiente de eliminar criadouros do mosquito.
A limpeza mecânica deve ser contínua. A população deve manter atenção constante, eliminando objetos que possam acumular água parada, como latas, pneus, garrafas e recipientes sem uso.
Outra preocupação apontada é com o Oropouche, uma doença transmitida pelo mosquito conhecido como maruim, mosquito pólvora ou “porvinha”. Os sintomas dessa doença são semelhantes aos da dengue. Para combater a proliferação desse mosquito, é importante remover qualquer tipo de matéria orgânica acumulada, como folhas, troncos ou restos de alimentos.
Os caramujos africanos também são uma preocupação, pois podem transmitir diversas doenças e não possuem predadores naturais na região, já que não são animais nativos. A recomendação para eliminar os caramujos do quintal é abrir uma cova com aproximadamente 40 cm de profundidade, colocar cal virgem e realizar a captura de todos os caramujos presentes. Em seguida, os caramujos devem ser colocados na cova e cobertos com terra. Jogar sal diretamente sobre os caramujos não é indicado, pois elimina apenas os adultos vivos, enquanto as ovas permanecem no local.
Segundo Karlla Mileski, gerente da Vigilância em Saúde, após o levantamento do LIRAa, serão escolhidas escolas nos bairros com maior índice de infestação do Aedes aegypti. “As ações nas escolas costumam ser muito efetivas, pois as crianças passam a conscientizar os pais sobre a importância da limpeza nos quintais e arredores”, destaca Karlla.
Ela reforça ainda a necessidade de participação ativa da população: “Com a colaboração de todos, podemos evitar a proliferação das arboviroses e parasitas, protegendo a saúde de nossa comunidade.”
A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio de seus órgãos responsáveis, reafirma seu compromisso com a saúde pública e a conscientização da população, promovendo o bem-estar de todos.
Fonte: CCS
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